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27/10/2007 Amor, basta um
O desejo não é simples. Não é isso que procuro. Procuro e desejo mais que o próprio querer. Quero mais do que posso obter, creio eu. Porque essa sensação conduz ao infinito. De palavras e saudade. De pessoas que se foram e das que ainda vivem, mas que igualmente se foram, não são mais as mesmas. Porém, eu também não o sou. Quem é? Desista, canta uma voz. I just can’t. É minha resposta mais apropriada e sonora. E continuo lutando aqui, lutando e imaginando o amor que me permita encontrar a paixão de sempre e cada vez mais cada vez, como diria um sábio popular.
Fico deitado e assim permaneço, pois o que busco não se procura, apenas se encontra na própria solidão do acaso.
Ufa! – estou mais perto, penso.
E tomo mais uma cerveja e penso no som que ouso e transcrevo palavras que não são minhas e misturo com as que crio para você que ainda não chegou ou que já chegou, mas que ainda não merece meu amor.
Quero te amar e quero paixão, loucura e tesão. Suspira, Pequena e, em meio à paz do nosso amor, deixa acontecer. Isso tudo porque só preciso de um detalhe para ser feliz e, com esse, não há erro, pequena: não haverá mais nada que resolver no meu amor. Tudo certo, consertado, concertado, amor, amo você.
26/10/2007 O Messias de Oz
Sonhei que o Mágico de Oz era o messias. Então, no sonho e na vida, só ele conduzia ao fim que se consolidava apenas em começo, pois de messias ele se via transformando em algoz e de algoz novamente em messias. O pior de tudo é que ele só reparava na mudança, mas depois de transformado completamente, esquecia-se. Não havia lembrança nem saudade. Restava apenas o idealismo avesso ao próprio idealismo da fase anterior. Assim, quando algoz, idealismo da crueldade e, quando messias, idealismo do altruísmo e do amor ao próximo. A linha era tênue no final das contas e ambos sofriam por se verem obrigados a cruzá-la. Mas nunca restava remédio ou solução e acaba-se por aceitar passivamente a imposição do destino. Afinal, remediado estava e o messias virava um sujeito com capa e vestes de grão-fino e voz pomposa de mago das ilusões. Um jogo de ilusões era proposto e a massa seguia e eu, como mero espectador do meu sonho, via a perdição do povo que aceitava e caminhava junto ao Messias de Oz. Quanta gente, eu e Tito pensávamos. Olhávamos perdidos para a multidão que passava e percebíamos claramente a falácia do mago e a pureza do messias, ambos peças de um jogo muito maior chamado vida ou universo.
25/10/2007 Lei do Sangue e VinhoTito entrou em casa preso em seu próprio olhar e pensamento. Falou “oi” para quem amava, pois desse modo exige a sociedade. Tomou água com sede de solidão e trancou a porta. Deitou sem paz ou tranqüilidade. Deitou porque não há medida. Desistiu de falar, contar, cantar.
Escreveu, porque só ali encontra amizade e ouvidos dispostos. Escreveu porque cansou de chorar. Escreveu porque desistiu de falar tanto e de ouvir a dislexia de suas palavras ecoando nas idéias alheias.
Decidiu que de cinzas e trevas estava cheio. Queria mais da luz que só se encontra em si mesmo. Decidiu colocar o mundo que conhece em chamas. Tudo para chamar a atenção de si mesmo. Decidiu por decidir e acabou por dormir antes de qualquer atitude.
Terminou de dormir com texto escrito e lágrimas pelo chão, como sangue e vinho. Lembrou-se dos grandes caras e pensou que havia errado de caminho mesmo. Não estava nem perto de ser o escritor que desejava e se iludia com inveja alheia e processos acadêmicos ultrapassados. Seu passo, seu caminho.
Dispensou o ódio e perdoou a todos, até mesmo os que não mereciam. Não havia mais espaço para rancor em seu coração. Só dúvida. “De onde veio o texto, a palavra, a sensação do deve-ser-eterno?” Da onde veio tudo isso que poucos lêem, menos ainda contam e ninguém entende.
Lápis pro lado, papel pintado. Lá estava, criptografado, mais um texto de isolamento e solidão.
Coloquei o incenso no fogo que vinha do fósforo aceso. Luz amarela, fogo bom. O cheiro de lua cheia e lavanda, rosa e flor-da-paixão. Deitei no tapete que cheirava à umidade da semana que ainda estava por vir. Encontrei minha posição ideal de relaxamento e escape. Escapei, pessoal. Vaguei pelo futuro de ontem e o futuro que ainda não descobri que desejo. Cheguei um pouco mais perto da verdade, senti esperança florescer. Enxerguei paz, lágrima, sonho, passado, cabelos brancos, idéias que combinam e simplicidade. Vi tudo numa onda, azul-marinho de bondade e sabedoria. Descobri que não tinha muito para pedir, contar, desejar. Fechei-me em mim mesmo e ninguém ouviu a porta bater ou a tranca girar. Enclausurei-me, ensimesmei-me. Ninguém entenderá por hora, mas a resposta parece clara. Diga o que quer dizer e vá. Apague a luz e deixe que a venha sorrateira e solícita aquela que me encantará com flores nos cabelos e com amor no olhar, como numa canção de quem vai para a Califórnia.
16/10/2007 Mar do MesmoAo invés de mostrar para todo mundo o texto que eu gostaria de mostrar, vou fazer diferente. Vou escrever uma porcaria qualquer falando do mar, ok? Então, vamos lá.
Existe mar que parece verde e existe mar que parece azul. Na verdade, pessoal, a água toda é a mesma interconectada pela imensidão que rodeia os continentes. Tem gente que chama de oceano pra ficar mais garboso, mas no fundo quase ninguém olha para o Atlântico ou Pacífico ou Índico ou para os demais. As pessoas acabam olhando para o mar mesmo. Admirando sua beleza. Sentindo seu cheiro salgado de saudade. Observando o singelo massagear das ondas na areia da praia. Aliás, esse negócio de praia fazer ou não fazer parte do mar é uma questão controversa. Afinal, a praia é a faixa de areia que fica ali em volta, mas também é ela que mergulha louca como uma escafandrista sob todo o mar e seus nomes oceânicos. Então, de acordo com o conceito de Tito para o mar, a areia e a praia fazem parte. Aliás, areia é uma coisa incomodativa. No entanto, pode ser ainda mais bela que o tal do mar do mesmo ou ainda formar com ele o mais belo conjunto de harmonia e cor. Afinal, quem não conhece a praia do Ferrugem? Deveriam todos. Mas aqui nasce o grande ponto de discussão: qual o sentimento que o mar desperta em cada um? Eu acredito que só quem mora ou morou pertinho dele tem uma idéia clara, fixa e cristalina para tal resposta. Por exemplo, o Dorival Caymmi, grande poeta da simplicidade com suas canções nostálgicas de pescadores apaixonados por uma terra bonita, conseguia, com o tom singelo de uma “jangada saindo para o mar”, trazer nas costas um “peixe bom” e muito sentimento. “Trabalhava pelo bem querer”, como ele mesmo gostava de cantar. E, em sua poesia, o pescador não esquecia jamais de respeitar a Imensidão Azul que já deu nome para filmes, mas esse é outro artista. O que quero dizer é que o mar encerra mistérios e paixões melancólicas e ufanistas de paz e solidão, “maldade e ilusão”. E escrevo isso pensando naqueles dias em que meus pensamentos se perdem procurando o fim da linha do horizonte, com o vento gelado de sal no rosto e sol quente que queima na pele. Ah, e quem nunca amou à beira-mar? Quem nunca rolou na faixa de areia chamada praia e depois olhou para o mar que, só então, pode ser chamado de oceano, e fez o pedido pela eternidade dos momentos bons. Eu já, com apenas uma pessoa, mas espero que se repita. Não vem ao caso, não vem ao texto de mar. Prefiro discorrer da fauna marinha, sobre os assim denominados frutos do mar. Mas cabe aí outra pergunta: o amor é, não ou sim, um fruto do mar? Eu acredito nisso e muito mais. Acredito no pouco que vi do oceano. No muito que ouvi das boas ondas. No som dos meus passos sobre a areia macia com cor de ferrugem gostosa. Nos abraços e beijos trocados com pés molhados. Nas promessas feitas em nome do mar. Mar do mesmo. Mar de mim mesmo.
11/10/2007 Amor incondicionalSe eu escrevesse o hoje, por hoje, seria melancólico. Difícil o caminho, escreveria. Cheio de dor, sofrimento e saudade. Coisas que realmente fazem sentido bem nesses momentos em que não tenho força ou vontade para expressar. Esquecer tornou-se improvável e meus lamentos se estendem a um mundo que não acaba por aqui. A voz que ouço é, no entanto, fria e selvagem. Uma voz de destruição. “Você”, ela me responde. Eu ignoro, mas sei bem o que o sonho significa. Sei bem que, se eu escrevesse hoje, não faria sentido. Sei bem e por isso escolho apenas desabafar. Não é um grande texto. Não é uma crônica. E não se trata de ser feliz. Quero entrar no bar, sentar perto do balcão para que só ele se faça de meu par. Quero que a primeira cerveja seja de boa marca, boa água, boa cevada e boa grana. Quero que as outras venham geladas apenas. Não há outra solução, eu escuto. Então, acabo com mais um pedaço meu. Acabo e deixo morrer. Voltarei, após a cerveja e o texto, para casa. Exausto pela espera inevitável, pela ausência de tudo o que sonhei. Voltamos à estaca zero, Tito. Não busque detalhes enquanto lhe falta contexto, meu amigo. Não escreva, enquanto apenas faltam as palavras. Porra, não escreva. Evite os pontos finais e faça sua escolha por uma vida boa. Não pule do meio fio. Ande menos, pense menos. Por favor, busque ser o homem que ele lhe ensinou a ser. Faça por você e não porque peço. Segue em frente e, sim, eu sei o quanto parece difícil agora. Sim, eu sei também do seu silêncio e o aprovo e aceito. Volta a sorrir, por favor, mas não esse seu sorriso de fachada de segunda à sexta. Quero o sorriso dos jantares de sábado e dos almoços de domingo. Quero chama no olhar, desejo no toque das mãos, sonho nos beijos. Volta, Tito, com esperança. Não perde a vontade, eu lhe imploro. Imagina, seja criativo, luta, perde e ganha. Conjuga uns verbos errados para variar. Esquece se o imperativo é negativo ou não. Pelo menos por hora, faz isso e, repito, com sorriso de verdade. Publica textos como quem suspira e coloca para fora o desespero. Lê sua voz na tela do computador, mesmo que seja o único conselho que aparece por hora. Desliga-se da expectativa e da exigência. E, sim, talvez eles nunca entendam. Qual a diferença, Tito? Existe paz de espírito na compreensão alheia? Também não sei dizer. Repete com firmeza a oração que ele lhe pediu para fazer. Não esquece da rainha que carrega no nome a salvação eterna. Segura a lágrima agora, que aqui não é lugar. E quando é? Será? Não sei dizer também. Há tempos não encontramos. Mas sempre estou contigo, Tito. Como Felipe ou como lembrança, eu caminho ao seu lado. Pensa nisso, pois há sempre mais um de você com quem conversar. O texto é longo, eu sei. Por essa razão, decido não escrever, só sentir. Meus dedos se movem e eu nem ligo. Não dou bola. Não reviso, não cuido da regência nominal. Não cuido de nada, só de você, Tito. Você não está sozinho, lembra isso. Você tem a si mesmo, assim como a mim mesmo e o universo a quem recorrer. Fecha agora: o bloco, a pálpebra, a palma e a solidão. Há mais de você em si mesmo para consumir. Não destrói, portanto, porque faz falta. Mas por hoje, relaxa. Quem sabe volte a sonhar e amar a vida. Por enquanto só há vazio, eu sei. Mas até esse vazio é uma coisa à qual se pode apegar. Pega o vazio, estrangula a dor e deixa tomar conta. Só manda pra longe após atravessá-la, apagá-la, resumi-la, destruí-la, vivê-la. Esquece pontos e vírgulas, vai. Apaga o ódio e perdoa tudo. Fica com sua música boa e deita perto do lugar onde o jornal era lido em cada fim de semana com vento de janela. Uma hora acaba, mas espera sua vez, sua hora. Espera vivendo, sem esperar jamais para viver. 09/10/2007 My body, The body, Stand by meEnfim, vida é um saco sem festa e festa é um saco sem vida. E, sei que é lugar comum falar isso, mas segunda-feira é o pior dia: sem sol, o café geralmente está fraco e frio e não tem quem entenda bem as coisas. Aliás, o domingo também não é mais a mesma coisa e correr até se pratica, mas sem ter onde chegar. Então, deixa o carnaval pra lá. Samba não é pagode, choro não é lágrima e cerveja não é isotônico mesmo.
Desculpem, pessoal, hoje é melhor eu não falar com ninguém e juro que vou tentar evitar os seres humanos ao meu redor. Já é o segundo dia em que esse delicado e gentil mau humor de cavalo galopante se manifesta. Conseqüências do domingo, afirmam os desavisados. Não discuto, e olha que não é por falta de argumentos, mas por férias da vontade. O melhor a fazer é ignorar que o tempo pode trazer algo realmente concreto e mandar para longe a vontade de quando tudo parece muito pouco. Eu não sei de vocês, mas é o que eu faço. E, no fundo sei que um dia a paixão pela vida e a vontade viver de verdade voltam. Por hora, permaneço em stand by de mim mesmo, mas diferente do livro do Stephen King. Olho para o nada e não penso. Fecho a freqüência que me leva a outra dimensão e o que mais vejo e escuto é o não. Porém, não desisto e, para aqueles que esperam um pouco de otimismo de um sujeito melancólico que não dorme há dois dias, aí vai:
“As folhas secas sempre quebram quando o passo é forte.”
Tito disse, tenho dito. 04/10/2007 Texto Fim
Chega ao final minha trilogia dos textos. Com título de texto, voltei a escrever. Filosofei sobre a vida, sobre o caminho e sobre paixão. Minha vida, caminho e paixão. Há quem diga que falo demais sobre mim mesmo, ou melhor, escrevo demais sobre mim mesmo. Até pode ser verdade, mas faz parte do meu processo de busca. Não deixo de falar sobre o tempo, o céu ou o mar. Não deixo também de admirar a beleza das coisas.
E, nesse dia com céu cor de campo de margaridas, com brisa no rosto, com janela aberta e com paz e mansidão no suspirar, escrevo. Para quem bem entender, mas sei bem que meu texto tem uma pessoa especial para a qual se destinar. Sei também que essa pessoa não vai nem ao menos ler ou entender. Aliás, o fato dela não entender nada que eu lhe digo ou dos momentos em que reapareço não me faz sofrer. Apenas me desaponto com a ilusão que eu mesmo criei. Digo àquele lado meu que transpira esperança: “Releva, deixa de sonhar.” Este lado até obedece, mas Tito aparece com seu jeito exagerado e estraga tudo, num verdadeiro devaneio completo e bipolar evento de saudade. Abandono a sanidade por instantes e demonstro que a ilusão toma conta, que ainda há o bom sentimento, com muito mais maturidade e com muita coisa ainda por aprender. Dou um passo em frente no sentido de onde tudo começou. Respiro e telefono. A voz do outro lado da linha nunca sabe o que dizer. Claro, essa pessoa nunca vai entender, meu avô já dizia que tudo na vida segue. Sábio homem e herói.
Deixo por aqui meu suspiro de Felipe que discorre sem correr. Pressa não me serve ou agrada ou apetece. Sonhos encerram minha vida pensada, filosofada. Termino a trilogia dos três textos que se chamam Textos com o Texto Fim que continua, como não poderia deixar de ser, falando de mim. Do que sou feito e para onde vou, ainda resta dúvida. Predominam os questionamentos frente a tantas possibilidades e me parece que o esforço só é válido quando somado a um empurrão do universo para o correto. Finalizo, portanto, com a decisão tomada de não mais gastar energia boa em muros instransponíveis. Termino com sorriso e gosto de chocolate meio amargo na boca, para jamais esquecer que mesmo no que me toca o coração ainda existe a centelha de obscuro. Para não deixar de questionar e aprender. Para superar o medo de ser feliz e de viver.
Isso tudo porque um dia alguém especial me disse, você pode até me perguntar quem que não conto:
“Você não precisa ser mártir ou se sacrificar para ser feliz, para fazer o que é certo. Sinta tudo: o toque e a energia ao redor, pois é aí que reside a verdadeira felicidade. Ame e jure amor. Cumpra e viva com paixão, pois só assim, Felipe, é que a vida se completa. A solidão está no resto e acaba por não existir. Viver é ser feliz. Não há distinção clara entre os dois atos e não existe diferença entre a felicidade do bom e agradável da intensidade do desastre e da curiosidade. Ame, Felipe. Use seu nome. Siga esse caminho. Preocupe-se menos. Não deixe prar ser feliz, ou viver, só amanhã. Chega. Descansa agora.”
Descanso, portanto. 03/10/2007 Texto CabalísticoQuarta-feira é sempre o melhor dia para se escrever. Mais musical, mais literário, o dia acorda com acordes de pé direito. Não sei dizer exatamente porque, mas ouvi dizer, que deveria usar meu nome no texto por hoje. O Tito ficou no onírico e hoje falarei da minha realidade de Felipe. Com pausa na dualidade do alterego torto, fico com toda a tortidão para mim mesmo. Felipe, só Felipe. Uso o Belão, com ar de honra e honradez. Digo perdão com a facilidade de um obrigado. Isso tudo porque não tenho compromisso com o caminho errado e voltar para pegar a trilha certa significa caminhar em frente. Não recuso a paz de espírito e não nego o que percebo e o que me parece sensível aos olhos da imaginação. Voa pássaro e passa o dia. Eu, quem não deixo passar, flutuo e passeio com ar de quem acerta as contas com o que é correto e justo. Se não existir compreensão, sigo. Se não houver paixão, começo outra vez. Até descobrir. Até existir. Até encontrar. Até paz. Até mais. 02/10/2007 Texto InacabadoHá muito não escrevia livre e solto, pois eu não possuía tal sentimento. O mundo, a vida levou muitas coisas em uma enxurrada de acontecimentos nefastos que me fazem pensar em desistir. Mas escolho continuar, por quem fica e, acima de tudo, por mim mesmo. Escolho seguir a marcha, com dor no peito, na mochila e na alma. Na alma também, dor daquelas de quem se sente perdido, mas que luta até o fim. E, como não poderia deixar de ser, passei a observar a realidade com olhos ainda mais apurados. O mar de energia parece visível agora. Não há como negar ou escapar do que é irremediável e inegável para quem tem a sensibilidade. Minha escolha de prosseguir se assemelha a escolha de um guerreiro pelo aprendizado, pelo caminho mais difícil. Sigo com o peito aberto, sem olhar para trás e atento ao que acontece em volta. Sigo pela estrada de meu avô, antepassado glorioso de que me orgulho de poder ouvir a voz da lembrança ecoando em acordes de honra em minha cabeça. Sigo também porque essa é minha escolha há muito tempo feita. Trata-se da escolha por evoluir. Aquela inegavelmente complexa e que passa a ser prazerosa a partir da descoberta da serenidade do segundo, do amor a cada passo, do respirar cada instante. Por aqui deixo o texto. Texto totalmente inacabado, porque o fim e a solidão não parecem mais existir desde que me encontrei. |
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