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10/30/2006 Porta, Janela, Porta, JanelaUm dia, mais tarde ou ainda mais tarde, todos nós entramos por uma porta desconhecida. “Ou uma janela.” A vida muda. Fica mais divertida. Menos complicada. Para Tito, foi no mês de outubro. O tempo não chovia nem desocupava a moita. Só nuvem dificultando os pousos e a visibilidade. Mesmo assim, Tito abriu a porta. “Ou a janela, mas nunca é fácil.” Ele abriu e entrou no seu universo. “Conhece-te a ti mesmo.” Procurou aprender. A sorrir mesmo sem motivo. Sem vontade. A correr no final da tarde e, depois de suar toda a cerveja do dia anterior, aprendeu a olhar com admiração para o pôr do sol. Sem esperar nada em retorno. Sem procurar razão ou paixão. Buscava gostar mais de si mesmo. Descobrir-se. Crescer. Passou a pensar mais antes de falar. Passou a olhar mais para sua família e valorizar cada segundo. Encontrou mais amigos. E mais amigos. Achou uma irmã de outra encadernação. Ouvia tudo que ela dizia. Aprendeu com ela todo dia. “E ainda aprendo.” Aprendeu que certas coisas não dependem só da gente. Aprendeu a respeitar mais. Aprendeu a ser uma pessoa melhor. Percebeu a importância de cada pessoa que passou por sua vida. Percebeu que estar bem com todas elas era importante. Aprendeu que a fotografia bonita conta muito. Percebeu que o futuro é um lugar amplo, mas que ser feliz é tarefa para agora. Viver. Crescer. Aprender. Aprender. Aprender. Viver.
Porta. Janela. Porta. Janela. 10/8/2006 Jogo de CartasTito:
"Acredito que nossos pensamentos andam viajando pelos mesmos locais.
Tenho lembrado muito de você e descobri que os cinemas por aqui não têm mais graça.
Descobri que os loucos têm uma certa razão ao acreditar no destino.
Nas coisas que são pra ser.
No que jamais tem fim.
No que aproxima e nos faz sorrir.
No que provoca e confunde.
Nós amamos e sorrimos com a mesma facilidade.
Com a mesma intensidade dos que procuram a alegria nas coisas mais simples.
Dos que não se desesperam ao oferecer um olhar distante.
Desespero pra quê? Onde fica a amizade em tudo isso?
Confusão. Baralho de cartas sem naipe.
Sem número. Pois a vida não cabe no infinito da matemática.
Sem letras. Porque o mundo é grande e gira mais do que o alfabeto.
Sem fim. Porque é." |
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